Ourondo

A terra de entre as águas

quinta-feira, abril 27, 2006

Caminhada parte II

















A Ribeira, no Sítio da Cova

















Janela, numa casa da Relvas


















Relvas, A Fonte de S. João



















À conversa, depois da feijoada


A actuação do Rancho

Caminhada - Parte I















8h.dia 23/04/2006
Concentração no C.C.R.O.
















Na moita
Vista do Souto do Rio














Nem tudo é positivo,
O ferro velho do Campo da Bola. Até quando?















As gravuras da Lameira Redonda.
Intrigantes!!!!!!!!!















A paragem para a merenda
















As filhós da Carmita
















A pinga do Sr. Joaquim
















Descendo para a Várzea Longa

















Já no alto
O Paúl com a Estrela por fundo
















O "Tractor Vassoura"















A Várzea longa















Descendo para Ourondo

segunda-feira, abril 24, 2006

Parabéns C.C.R.O.!!

Parabéns C.C.R.O., pelos vistos estão a "mexer" com o Ourondo, já me chegou o feed-back ás orelhas e segundo os meu informadores a caminhada foi um sucesso! Gabaram-me também a feijoada...Parabéns também ao Carlos Bicho!
Se precisarem dos serviços do Asno para alguma coisa, podem contar!

Até breve!

Saudações asininas.

quinta-feira, abril 20, 2006

23 de Abril - Zêzere acima


Olá pessoal, a borboleta ao lado é uma Charaxes Jasius e fotografei-a no Ourondo. A larva alimenta-se da folha do medronheiro e dá esta magnífica borboleta. Sabiam que tinhamos assim coisas tão belas?
Vamos à sua procura!!!
O Centro Cultural e Recreativo organizou uma caminhada, no próximo dia 23 de Abril, Domingo.
A concentração será cerca das 8 horas, junto à colectividade. Há já cerca de 100 pessoas inscritas e os 5 € sócios ou 7,50 € não sócios, dão direito a uma T-Shirt, pequeno almoço durante o percurso e almoço seguido de espectáculo com o Rancho Folclórico de Ourondo e jogos tradicionais.
Sairemos do local da concentração, ao longo da ribeira até à Moita, descendo depois para a beira rio, seguindo o caminho que bordeja o Zêzere em direcção ao Barco, até ao sítio do "Muro". Sendo o percurso ideal a continuação ao longo do Rio até à "Varzea Longa", tal mostrou-se inviável, pois os silvados e o matagal entupiram a vereda que liga estes dois locais. São sinais da desertificação que temos de contrariar. Ficando a ideia de que importa restaurar aquela vereda, faremos desta feita um desvio pela "Lameira Redonda" e seguindo pela cumeada, retomaremos as margens do Zêzere, mais adiante retomando o percursso até à "Várzea Longa". Durante esta primeira parte do trajecto, poderemos observar as potencialidades dos terrenos que marginam o Rio, a maior parte deles, infelizmente votados ao abandono e ouvindo o chilrear dos pássaros nos salgueiros, aspirar o aroma da Primavera, que não tem este cheiro em mais parte nenhuma do mundo e, fazendo um esforço de memória, imaginarmos os ranchos de trabalhadores que há longos anos atrás percorriam estes caminhos, cantando, em direcção à sacha do milho, às vindimas ou à apanha da maçaroca, ou o chiar das rodas dos carros de bois e o "Aí eeeexe" dos ganhões.
Por lá, num magnífico eucaliptal, saboraremos merenda para retemperar forças.
Na Várzea Longa subiremos novamente até à cumeada onde poderemos espraiar a vista para os quatro cantos do nosso pequeno mas maravilhoso mundo e admirar a Norte, a magnífica Serra da Estrela, com os restos de neve nos seus cumes e cá abaixo o vale da Ribeira do Caia, com o Paúl logo ali ao pé e lá mais longe Unhais da Serra e a Erada. A poente, adivinhamos Casegas, escondida entre as colinas e vislumbramos a zona do Couto Mineiro da Panasqueira e rodando em direcção ao Sul, deparamos com a Maúnça, tendo Silvares a seus pés e mais para nascente a mole imensa da Gardunha, vislumbrando-se a Cova da Beira. Não aconselhamos continuar o percurso, sem antes voltar a descansar os olhos nas águas calmas do Zêzere. E agora sim, regressados ao caminho, vamos seguir a cumeada até à Srª do Carmo, admirando aí o magnífico santuário e depois... ala que se faz tarde! Vamos atacar a feijoada e continuar o convívio. Até lá.
P.S. Quem não tiver pedalada para a caminhada, pode inscrever-se para o almoço.

sábado, abril 15, 2006

Lembram-se do OURONDO? Porque ficou ourondo?


É de facto caso para perguntar o que foi feito daquela aldeia alegre, cheia de vida e moçoilas bonitas (não menosprezando as que ainda restam).
A tradição do desporto, principalmente o futebol de 5 já não é o que era…O que fizeram aos jovens, o que os afugentou? A cada vez, mais pacata aldeia, parece-me mergulhar cada vez mais num profundo marasmo, dá a sensação de alguém ter fechado as portas do Ourondo a sete chaves, os intercâmbios culturais que dali brotavam, os jogos de futebol “a feijões”…Ainda me lembro de ir a pé para o ourondo jogar…Evaporou-se tudo…Acabou o sonho…resume-se tudo a um rancho, o cumulo do conformismo, Fé Esperança e Caridade Missas e Ladainhas…Que pena, é com uma certa nostalgia e tristeza que vejo uma terra cheia de vida e beleza natural, ter-se tornado neste “quase deserto”…Quem terão sido os responsáveis por tamanha barbárie cultural, será que os há? Falta ali qualquer peça...ou serão algumas peças a mais?
Deixo a pergunta no ar…
Até breve!