Ourondo

A terra de entre as águas

sábado, maio 27, 2006



"(...)uma das maiores problemáticas do mundo moderno consiste na distinção entre o que é político do que não é político, isto é do que é social.Contudo, a meu ver a filosofia política é indissociável do social. Por exemplo, qd optamos por ir comprar pão ao sítio A em vez de irmos à padaria B, só porque não podemos com o funcionário tal da padaria B ou porque na padaria A o pão é mais barato. Isso é política. Sabes porquê? Porque toda uma série de condicionantes, desde financeiras a relações inter-pessoais, levaram a isso. E essa é uma consequência de uma dinâmica a sociedade chamada política.Por isso é lógico que o busto é política. Claro que ele não foi posto aqui por ser bonito (longe disso) ou por ser uma antiguidade. Foi colocado aqui enquanto crítica a uma acção que a meu ver é extremamente reprovável, aquilo que alguém ja chamou aqui de culto da personalidade. O Sr Pinto até "pode ser" um óptimo presidente, mas se fosse uma pessoa integra não permitia que pavilhões, ruas e ruelas com o seu nome despontassem por esse concelho fora, como se de ervas daninhas se tratassem. Qd uma pessoa se candidata não pode deixar de ter em consideração que tudo o que faça não é mais do que a sua obrigação, logo por mais que ele faça, o culto da personalidade será sempre injustificável....Mas a verdade é que ele não fez e o famigerado busto não passa de uma nódoa, da mesma forma que a sua elaboração não passa de um mero clientelismo corrupto."

Comentário de Zé Tó Calhondra no blog do sobral (relativo ao polémico post do busto)

domingo, maio 07, 2006

...e mais uma....

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quarta-feira, maio 03, 2006

ETAR


De há uns anos para cá que se vulgarizou o termo ETAR. De tanto se repetir, parece-me no entanto que muitos esqueceram que estas quatro letras não são mais que as iniciais de Estação de Tratamento de Águas Residuais e se o utilizarmos sem o associar à sua função de TRATAMENTO, passa a ser um mero "emissor de merda".
Pois bem, construída há alguns anos, a ETAR de Ourondo assenta, ou melhor deveria assentar o seu funcionamento, no leito de macrófitas, para o qual de entre muitas, retirámos da net a seguinte descrição: "Os leitos de macrófitas, muitas vezes designados por zonas húmidas construídas, designação porventura mais abrangente, são sistemas biológicos de tratamento de efluentes em que são usadas culturas de plantas que ou interactuam directamente com os efluentes ou servem de suporte a microorganismos que os degradam."
De facto, aquando da sua construção lá foi plantado o respectivo campo de juncos indispensável ao funcionamento da Estação.
No entanto, sabe-se lá porquê, (provávelmente porque o autor do projecto nem sequer sabe onde fica Ourondo) a sua construção foi feita numa zona sujeta às inundações do Zêzere e, aquando das últimas grandes cheias, há cerca de meia dúzia de anos atrás, lá se foi o leito das macrófitas que nunca mais foi reposto, ficando o seu funcionamento comprometido, estando desde então a enviar para uma das zonas mais bonitas do Zêzere, efluentes sem serem devidamente tratados.
No entanto, na factura da água, ( para aqueles que andam mais por longe, devemos informar que já não é da Junta de Freguesia, pois foi "DOADA" aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, que por sua vez já foram transformados numa empresa municipal) está indexada a taxa de Saneamento que mensalmente todos pagamos.
Ou seja, a Câmara Municipal da Covilhã, está a cobrar-se e bem por um serviço que presta mal.

(Post da autoria de Aquiles)